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"Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.
E me encantei.''
"Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.
E me encantei.''
(Manoel de Barros)
O café perpassa a boca
justificando no hábito
uma história aromatizando
a própria terra
Entre cores que retratos não alcançam,
que traços almejam,
e só o horizonte remonta há tanto
e todo tempo...
Conduz o céu
como os claros olhos
Pacientes, vagos
ao teor da inocência brutalizada, interiorana.
Embarga até o apreço, tímido,
nas raízes
Aonde um tanto mais, além,
semeia frutos tenros e precisos
Põe o fino encantamento
encomendando cada partícula
Soma a poeira, o bucólico,
a despedida
E mais um elo começado
emoldura a lembrança nova,
de uma velha paisagem;
desbravando estradas,
florescendo pés.

